sexta-feira, 2 de junho de 2017

É só alegria!


É só alegria

Manhã de 20 de maio de 2017. 
O Colégio Agrícola Dª Sebastiana de Barros, em São Manuel, SP, Brasil,  embora suas instalações estejam na situação de quem já viveu dias melhores, tem  um dia de festa.
Recebe 14 dos seus 27  ex-alunos da primeira turma de Técnicos Agrícolas formada na instituição, há 50 anos.

Os meninos, na faixa etária dos 70, são só alegria. Reencontram os que ainda são considerados amigos depois de tantos anos. Tanto abraço, tanto riso, tanta manifestação de alegria nesse encontro de vencedores!

A alegria vem de ter podido chegar até ali, tendo passado por tanta vida, tantos lugares, tantas situações boas, perigosas e tristes, e ainda continuarem a serem mesmos agricolinos de 50 anos atrás.

Alí não estavam presentes o Roberto Lúcio Rêmoli, o José Carlos Aguiar, o Antonio Turquetto, o Hidenori Kudo, o José Rodolfo da Silva Martiker, o Lúcio Jurandir Leite de Andrade, o Gilberto Carreiro, o José Bertholdo, o Wagner Bernardes Chagas, o Adhemar Penha, o Celso Torres, o João Bosco Sliva Corte, o Antonio Benedito Ângelo, Celso Josepetti. Estavam lá o Patagão, o Hiena, o Churrasco, o Kudo, o Zé Trator, o Costela, o Purguinha, o Cego, o Waguinho, o Bode, o Mara, o Baguá, o Jamanta e o Celso. 




 1ª turma de Técnicos Agrícolas comemora 50 anos de formatura
 Foto de João Abílio Moreto  do Jornal de São Manuel

Eram os mesmos, que alí viveram tantas aventuras quando entravam na juventude, recém-saídos de casa, quase ainda adolescentes, para residirem num colégio interno, na zona rural de São Manuel. 

Longe dos pais, da família dos antigos amigos, eles agora tinham uns aos outros, esses desconhecidos, que se tornaram, mais que amigos, irmãos. Como irmãos, às vezes se desentendiam, queriam prevalecer, brigavam. Mas como irmãos eram unidos por algo mais forte que a simpatia, partilhavam o refeitório, o alojamento, as salas de aula… Viveram  e cresceram "por dentro”, juntos, um ajudando o outro, às vezes  como manco, às vezes como muleta. Uns eram para outros suporte nas horas difíceis e principalmente companhia para boas gargalhas, mesmo quando o motivo delas era a falha de algum. 

 Os momentos agora vividos  abrem uma preciosa gaveta da memória e trazer de volta tantas lembranças boas cuja importância se mostra tão evidente. Fica claro que foram felizes, e sabiam disso, e que  tudo aquilo que naquele tempo e lugar aprenderam serviu de base para estruturar tão bem esses 50 anos.


Foram três dias de "só alegria”, como não parava de dizer o Baguá, que se mostrava o mesmo brincalhão de outrora.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Na noite anterior


À noitinha do dia 19 de maio de 2017 acontecia uma deliciosa expansão de corações. Os primeiros agricolinos se encontravam na portaria do Hotel Florenza, em São Manuel. Os olhos dos setentões brilhavam de agradáveis sensações. Cada abraço forte! Os corações pulavam, parecia que todos queriam falar ao mesmo tempo, fazer voltar à tona, na memória uns dos dos outros, as boas lembranças que borbulhavam. 

Encontrar  os amigos com os quais dividiram suas deliciosas aventuras, aqueles que sustentaram as personalidades de cada um, produz um sentimento  que não pode ser descrito com palavras. Aquilo era um verdadeiro compartilhamento de essências humanas no qual acontecia a confirmação dos valores de cada um, que na maioria era comum a todos, feita uns pelos outros.

Diante dos amigos da tenra juventude, já podendo ser considerado idoso,  cada um podia  considerar como era válido o que vivera até alí;  sentia que estava certo em defender os valores que defendeu, em brigar pelo que brigou, em sofrer pelo que sofreu. Seus amigos, que lutaram pelos mesmos valores, estavam alí, firmes, fortes, e muito felizes.


A programação incluía uma noite italiana, Apesar da chuva, os amigos se dirigiram à uma chácara onde puderam se deliciar com requintadas e saborosas pizzas, produzidas na hora pela família da senhora Cecília Consolata  de Oliveira, irmã do Gilberto.

 Antes de saírem, a primeira, das muitas fotos:






Lá na chácara, o grau de alegria foi aumentando.  O João Bosco e sua esposa Dirce trouxeram lindas rosas  para enfeitar o ambiente, que encantaram a todos, especialmente Isabel, esposa do Hidenori.




Chegaram o Gilberto e o Bertholdo:







A festa seguiu movida à deliciosas pizzas e à cerveja, até às tantas. Um porre de boas  lembranças dominou a todos.


E como dizia sempre o Baguá, era só alegria:




quarta-feira, 31 de maio de 2017

Os abraços

 O dia era muita emoção.

 À medida que foram chegando os agricolinos de 1967 ao  Colégio Agrícola Dona Sebastiana de Barros, em São Manuel,  a  alegria  do reencontro saltava do coração e atingia o corpo todo, e era exposta aos olhos, e contagiava os familiares, os que os amam.






Cada um que chegava precisava dar muitos abraços.

Até todos - menos o José Rodolfo, que só conseguiu chegar mais tarde - se juntarem para a foto clássica na porta do Colégio.






Formandos e acompanhantes dividem a foto com o mestre Orlando, funcionários Gentil (de braços cruzados) e Genival ( de chapéu), Walter Carrer Filho representando seu pai, diretor na época (o quarto da direita para a esquerda) e o filho do mestre Hermínio di Santis, José Luís de Santis.



Depois da volta  dada pela Escola, revendo os lugares que foram tão comuns e familiares, uma parada importantíssima na sala de aulas : voltar a sentir a sensação de ser aluno. Sentar numa cadeira de  estudante, estar diante de uma lousa. Sentimentos indescritíveis! Todos se considerando felizes.


Desta vez o professor, o mestre,  Orlando Antônio Jorge, sentou-se com com os seus, hoje ilustres, alunos. "É só alegria”, dizia Baguá.





terça-feira, 30 de maio de 2017

Revendo a Escola





Depois dos abraços e de um bom dedo de prosa, um passeio pelas instalações da Escola trouxe lembranças preciosas.

















O retrato de Dª Sebastiana de Barros ainda é o mesmo











Cada detalhe tocava os corações. Tudo o que era visto antigamente ganhava uma visão um pouco triste. A Escola se mostrava em condições piores do quando eles estavam lá. Sentem que os estudantes de agora recebem bem menos do que eles receberam. Lembram-se do gado, da pocilga, das roças que plantavam… Recebem a informação  que de agora não é mais possível ter esses recursos devido aos roubos  que passaram a acontecer, quando os animais de raça, objetos de estudos, são encontrados mortos no pasto, apenas pela carne. A direção da Escola não dispõe de recursos suficientes para manter a segurança numa área tão grande. A atual direção faz o que pode, com os cada vez mais raros recursos e maiores exigências que tem que atender.

Eles, sem querer, são levados pelo pensamento de volta ao tempo deles, quando puderam bancar as despesas da grande festa de formatura apenas com trabalho que podiam realizar na produção de mudas de café, plantações de tomates, que reivindicavam noites em claro com defumações de queima de capim para “espantar” as geadas, com os bailes que produziam…
   




Estão em dúvida se foram muito ricos e felizes ou se são os alunos de agora que não recebem o que deveriam… Uma mistura de gratidão e compaixão e de vontade de fazer alguma coisa pelos jovens de hoje povoa seus sentimentos e eles registram que precisam pensar mais no assunto. 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Arquivo do Mitidiero


O colega Luiz Carlos Mitidiero enviou lindas fotografias do tempo em que a turma estudava no  Colégio Agrícola Estadual Dona Sebastiana de Barros:




 Prédio das salas de aulas
 Lago da pinguela
 Suinos e oficinas
 Silo de fenação
 Quiosque entre salas de aulas e alojamento
 Pocilga
 Oficinas vistas da tulha
 Lago do Colégio e ao fundo, pedreira
 Os inseparáveis de Muzambinho
 Indústria de doces
Zelador da horta com filhos
 Estábulo de gado
 Cozinheiros: Coquinho, Granica, ?, Henrique
 Estábulo de equinos
 São Manoel
 Casa de máquinas

 Quiosque do aviário. Onde recebíamos aulas práticas

Aviário
 Alojamento e cozinha lateral

 Frente do prédio administrativo

Lateral do prédio administrativo

A cerimônia




O salão nobre  já estava  pronto. 

O  maestro da festa e mestre  da cerimônia, Celso Torres, dá inicio à solenidade.



Que é prestigiada pelo prefeito de São Manuel, sr. Ricardo Solaro Neto, pelo o atual Diretor do Colégio Agrícola, Prof. Walter Cardoso e  conta com a presença querida e muito honrosa do Prof. Orlando Antonio Jorge, contando 91 anos.



Mas, as autoridades do dia, entretanto, eram os agricolinos formados em 1967 pela Escola Agrícola Dona Sebastiana de Barros:




José Rodolfo da Silva Martiker, o Zé Trator,  e sua esposa Vera Lúcia chegaram  atrasados,  por isso ele não participou da foto da frente da Escola e nem da mesa.
 O anúncio da sua presença  foi uma grande alegria:






Pessoas que foram importantes para eles, ou seus descendentes estavam presentes, emocionados. Com destaque para o vigilante Gentil,  o funcionário Genival (também ex-aluno),  A srª.  Maria de Lourdes Salaro, que trabalhava na lavanderia e mãe do atual prefeito de São Manuel, sr. Ricardo Salaro Neto; Walter Carrer Filho, representando seu pai, Walter Carrer,  que foi diretor do Colégio na época em que a turma estudava lá. Também estavam presentes o filho do Mestre Hermínio di Santis, José Luis Di Santis, e a filha do saudoso cozinheiro Xororó, Rosamary Rodolfo Sartorelli.

Destacamos a presença de Gustavo Henrique, aluno do Colégio, e que ficou encantado com a continuada união da primeira turma de agricolinos  do seu Colégio.




O ponto alto foi o discurso de Gilberto, que foi também o orador da turma na solenidade da formatura, em 1967.




A turma viajava de volta àqueles tempos maravilhosos, conduzidos pela fala do colega:



O professor Orlando, Antônio Ângelo e João Bôsco também abriram, ao falar, todos os corações: deles e dos amigos. 



Após as falas, um descontraído lanche







 No final, mais uma foto oficial, com destaque para o jovem Gustavo Henrique, que ficou fã da turma.
Ele se mostrou encantado com a continuada união da primeira turma de agricolinos do  seu Colégio.
No dia anterior, Gilberto havia dado uma palestra para a sua turma e ele ficou admirado com o que ouviu. De como aquele Colégio foi importante para a formação  daqueles então jovens, e como eles souberam aproveitar o que aprenderam. Ele observava em cada um  uma pessoa realizada.  Manifestou seu desejo de que, de vez em quando, algum integrante da turma  lá retorne para   proferir palestras e transmitir aos jovens estudantes de agora, as suas preciosas experiências de vida.