terça-feira, 30 de maio de 2017

Revendo a Escola





Depois dos abraços e de um bom dedo de prosa, um passeio pelas instalações da Escola trouxe lembranças preciosas.

















O retrato de Dª Sebastiana de Barros ainda é o mesmo











Cada detalhe tocava os corações. Tudo o que era visto antigamente ganhava uma visão um pouco triste. A Escola se mostrava em condições piores do quando eles estavam lá. Sentem que os estudantes de agora recebem bem menos do que eles receberam. Lembram-se do gado, da pocilga, das roças que plantavam… Recebem a informação  que de agora não é mais possível ter esses recursos devido aos roubos  que passaram a acontecer, quando os animais de raça, objetos de estudos, são encontrados mortos no pasto, apenas pela carne. A direção da Escola não dispõe de recursos suficientes para manter a segurança numa área tão grande. A atual direção faz o que pode, com os cada vez mais raros recursos e maiores exigências que tem que atender.

Eles, sem querer, são levados pelo pensamento de volta ao tempo deles, quando puderam bancar as despesas da grande festa de formatura apenas com trabalho que podiam realizar na produção de mudas de café, plantações de tomates, que reivindicavam noites em claro com defumações de queima de capim para “espantar” as geadas, com os bailes que produziam…
   




Estão em dúvida se foram muito ricos e felizes ou se são os alunos de agora que não recebem o que deveriam… Uma mistura de gratidão e compaixão e de vontade de fazer alguma coisa pelos jovens de hoje povoa seus sentimentos e eles registram que precisam pensar mais no assunto. 

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