quarta-feira, 24 de maio de 2017

Artistas empreendedores



O espírito empreendedor desenvolvia nos jovens agricolinos. 
Trabalhavam arduamente  em prol do fundo de formatura. Fizeram e venderam  200 mil mudas de café.  Fizeram uma plantação de tomates para a qual tiveram que passar noites em claro, queimando capim verde com óleo queimado, para fazer  a fumaça que a protegia da geada.
Conseguiram um bom preço na produção porque, devido à geada,  o tomate estava em falta no mercado.

Realizaram dois bailes no clube de São Manuel, e uma festa junina. Bancavam todas as despesas, como a contratação de conjunto e aluguel do clube. Assumiam todas as responsabilidades. trabalhavam  na limpeza e serviam como garçons.




O time de futebol da turma se chamava Brucutu. Era bom e famoso. Waguinho era o craque, na ponta direita.









Trabalharam muito bem. E, merecidamente desfrutaram da  festa de formatura,  devidamente engalanados:



"Meus caros condiscípulos!!!
Não dá falar da história desta casa sem relembrarmos do Jornal, com nome pretencioso, mas verdadeiro que criamos e sustentamos com muito zelo e ardor: O Gigante da Colina.
Foi nele que arrisquei os meus primeiros rascunhos e por ele me empolguei e fiz das letras uma profissão de fé.

Também não posso esquecer do TECA, nosso teatro amador, que revelou alguns atores portentosos e outros nem tanto como eu.

Não dá para rever o nosso passado sem recordar do professor Surita e a nossa fanfarra que brilhou junto às mais renomadas do estado de São Paulo...

















O Grande Sebastião Santos junto com o Realino e o Benedito Buzina, abrilhantavam e comandavam os nossos portentosos desfiles..." - Do discurso do orador da turma Gilberto Carrero Miranda -


Todos os anos, na festa de Corpus Christi, a ornamentação de um quarteirão do trajeto da solene procissão do Santíssimo Sacramento ficava sob a responsabilidade dos agricolinos, que aproveitavam para dar  vazão à criatividade e aos dotes artísticos:






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