O espírito empreendedor desenvolvia nos jovens agricolinos.
Trabalhavam arduamente em prol do fundo de formatura. Fizeram e venderam 200 mil mudas de café. Fizeram uma plantação de tomates para a qual tiveram que passar noites em claro, queimando capim verde com óleo queimado, para fazer a fumaça que a protegia da geada.
Conseguiram um bom preço na produção porque, devido à geada, o tomate estava em falta no mercado.
Realizaram dois bailes no clube de São Manuel, e uma festa junina. Bancavam todas as despesas, como a contratação de conjunto e aluguel do clube. Assumiam todas as responsabilidades. trabalhavam na limpeza e serviam como garçons.
O time de futebol da turma se chamava Brucutu. Era bom e famoso. Waguinho era o craque, na ponta direita.
Trabalharam muito bem. E, merecidamente desfrutaram da festa de formatura, devidamente engalanados:
"Meus caros condiscípulos!!!
Não dá falar da história desta casa sem relembrarmos do Jornal, com nome pretencioso, mas verdadeiro que criamos e sustentamos com muito zelo e ardor: O Gigante da Colina.
Foi nele que arrisquei os meus primeiros rascunhos e por ele me empolguei e fiz das letras uma profissão de fé.
Também não posso esquecer do TECA, nosso teatro amador, que revelou alguns atores portentosos e outros nem tanto como eu.
Não dá para rever o nosso passado sem recordar do professor Surita e a nossa fanfarra que brilhou junto às mais renomadas do estado de São Paulo...
O Grande Sebastião Santos junto com o Realino e o Benedito Buzina, abrilhantavam e comandavam os nossos portentosos desfiles..." - Do discurso do orador da turma Gilberto Carrero Miranda -
Todos os anos, na festa de Corpus Christi, a ornamentação de um quarteirão do trajeto da solene procissão do Santíssimo Sacramento ficava sob a responsabilidade dos agricolinos, que aproveitavam para dar vazão à criatividade e aos dotes artísticos:
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